segunda-feira, 22 de março de 2010

Prêmio Vivaleitura 2010

Lançada a quinta edição da premiação voltada para destacar ações de fomento à leitura

Os Ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC), a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e a Fundação Santillana lançaram a quinta edição do Prêmio Vivaleitura, durante cerimônia realizada na manhã desta segunda-feira, 22 de março, no Auditório do MinC, em Brasília.
A premiação - no valor de R$ 30 mil para os vencedores de cada categoria - irá contemplar ações que estimulem, fomentem e reconheçam experiências relacionadas à leitura. As inscrições estão abertas até 2 de julho e os trabalhos podem ser inscritos em três categorias: Bibliotecas (públicas, privadas ou comunitárias); Escolas (públicas ou privadas) e Sociedade Civil (empresas, ONGs, pessoas físicas, universidades e instituições sociais).
“Com o prêmio é possível pinçar experiências de excelência em leitura em todo o país”, disse Carlos Alberto Xavier, assessor especial do MEC. Em quatro edições foram 8,5 mil projetos inscritos - de todas as regiões - e, destes, 60 selecionados e 12 premiados.
“São experiências que mostram um grande painel de estímulo à leitura. É também um veículo de bons exemplos”, afirmou Mônica Messenberg, representante da Fundação Santillana no Brasil, na cerimônia de lançamento do prêmio.
O secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), José Castilho Marques Neto, ressaltou que hoje o país tem uma política pública para o setor, referendada pela sociedade civil, e que o prêmio “expressa a essência do PNLL”.
Ivana de Siqueira, diretora-regional da OEI, lembrou que o prêmio tem uma diversidade territorial e de tipo de trabalho, contemplando desde projetos que os livros são carregados em jegues até bibliotecas e, além disso, muitos dos projetos - mesmo os não premiados - são replicados pelo país.
O diretor do Livro, Leitura e Literatura, da Secretaria de Articulação Institucional do MinC, Fabiano dos Santos Piúba, acrescentou que hoje 70% das ações do Programa Mais Cultura são voltadas para o livro e leitura.
Lembrou, ainda, que desde o início do governo Lula o orçamento para a área passou de R$ 6 milhões para mais de R$ 100 milhões. Também destacou a importância de o PNLL, criado por portaria interministerial, ser institucionalizado a partir de uma lei, cujo anteprojeto será encaminhado ao Congresso Nacional até o final de abril.
Os finalistas do Prêmio Vivaleitura 2010 - cinco para cada categoria - serão anunciados em outubro e a premiação está prevista para novembro. Informações sobre o prêmio podem ser obtidas, gratuitamente, pelo telefone 0800 7700987. Saiba mais e confira o regulamento no site www.premiovivaleitura.org.br.
(Texto: Neila Baldi, Ascom DLLL SAI/MinC)
(Fotos: Rodrigo Coimbra, Comunicação Social/MinC)


sábado, 13 de março de 2010

O amor acaba?

O cara disse. Numa esquina, num domingo, depois do teatro e do silêncio, na insônia, nas sorveterias, como se lhe faltasse energia. Ele não volta? Não deixa rastro ou renasce? Na esquina em que se beijaram uma vez, lá está, na sombra apagada pela luz, na poeira suspensa, na revolta da memória inconformada. Na solidão, lá vem ele, volta, com lamento, um quase desespero, e penso nos planos perdidos, que vida sem sentido… Na insônia, o amor cai como uma tonelada de lápide, e se eu tivesse feito diferente, e se eu tivesse sido paciente, e se eu tivesse insistido, suportado, indicado, transformado, reagido, escutado, abraçado? Na sorveteria, ele volta, o amor, em lembranças. Porque aquele sabor era o preferido dela, aquela cobertura era a preferida dela, aquela sorveteria era a preferida dela, aquela esquina, aquele bairro, aquele clima, aquela lua, aquele mês, aquela temperatura, aquela raça de cachorro, aquele programa de fim de tarde e aquele horário sem planos… No elevador, quantas saudades daqueles segundos em silêncio, presos na caixa blindada, vigiados por câmeras camufladas, loucos para se agarrarem, rirem, apertarem todos os botões, tirarem a roupa, escreverem ao lado do Atlasado: “Eu te amo”. Saudades é amor. Não se tem saudades do que não se amou. O amor não acaba, porque tenho saudades, me lembro dela, me preocupo com ela, torço por ela, e se sonho com ela, meu dia está feito. O amor não pode acabar, porque sem ela ou sem a esperança de revê-la, até a chance de tê-la de volta, não vejo a paz. Ela é uma trégua na minha guerra pessoal contra a minha paixão por ela. Amá-la me faz bem. Mesmo que ela não me ame, amo amá-la. Continuei amando desde o dia em que terminou. Passei meses amando como se não tivesse acabado. Ficaria anos amando mesmo se não tivesse voltado. O amor não acaba, muda. O amor não será, é. O amor está. Foi. Nas tantas músicas que ouvimos, que dançamos colados, trilhas das noites frias em que você sentava em mim nua, enquanto os meus braços imobilizavam os seus. Amor. O não-amor é o vazio. O antiamor também é amor. Eu te amava quando você respirava no meu ouvido. Lembra do meu dedo dentro de você? Amo-te, amo-te, amo-te. Instante secreto, sua boca incha, seus olhos apertam, suas unhas me arranham e você diz: Eu te amo! O amor acabou quando você se foi? Você sentiu saudades das minhas paredes, das cores das minhas camisas, da umidade da minha boca, do cheirinho do meu travesseiro, da minha torrada com mel, das noites pelados assistindo à tevê, dos vinhos entornados no lençol, do café da manhã com jornal, você sentiu falta de atravessar a avenida comigo de mãos dadas, de correr da chuva, de eu te indicar um livro, do cinema gelado em que vimos o filme sem fim, torcendo para acabar logo e ficarmos a sós, você sentiu falta da minha risada, inconveniência, de eu ser seu amante, noivo, amigo e marido, dos meus olhos te espiando, dos meus dentes mordendo e mastigando, ficou tanto tempo longe e pensou em nós especialmente bêbada ou louca, queria me ligar, me escrever, meu cheiro aparecia de repente, meu vulto estava sempre ali, acaba? Diz que acaba. Como acaba? Não acaba. Diz, não acaba. Repete. Falei? Não acaba. Pode virar amor não correspondido. Pode ser amor com ódio, paixão com amor. Tem o amor e o nada. Ah, mais uma coisa. Antes que eu me esqueça. O amor não acaba. Vira. Se acabar, não era amor.



Por Marcelo Rubens Paiva

quinta-feira, 4 de março de 2010

Quanto vale a vida Humana?


Se você é do tipo que acha natural as inúmeras notícias, reportagens e matérias sobre " A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER" vinculadas quase que diariamente na imprensa, então sugiro que pare de ler agora mesmo, ou melhor, continue lendo, quem sabe se ao final do texto, você se sensibiliza com a realidade de sofrimento de tantas mulheres e suas familias.
Ainda me causa estranheza, a quantidade de mulheres que são vítimas de violência domestica, vitimas de seus companheiros, namorados, parceiros, vítimas do amor. Sim, são vítimas da falta de amor, do amor próprio, do amor pela vida. São vítima da falta de educação, de conhecimento , de saúde pública de qualidade, da falta de políticas públicas eficazes no combate aos vários tipos de violência as quais são submetidas.
Vejo com indignação as notícias que mostram: Adolescente morta pelo ex namorado, mulher assassinada no salão de beleza pelo ex marido, mulher espancada pelo companheiro. MOTIVO: Não aceitam a separação!
Quanto vale a vida de uma mulher? de um ser humano? de uma família inteira? quem dá mais? Parece leilão, onde quem dá mais é que leva. É com se a mulher fosse propriedade, mercadoria, algo do gênero.
Os agressores, em sua maioria, fica impune. Em alguns casos, nem é denunciado. No dia seguinte, tudo volta à normalidade. Mas atenção! estudos mostram que o agressor sempre volta a agredir. Nesse ciclo de violência, sofre a família, a vítima e o próprio agressor que precisa também de assistência e tratamento a base da Lei Maria da Penha.

As mulheres são mais inteligentes

Depois de analisar 137 mil notas tiradas durante um semestre por 22 mil alunos de 30 cursos superiores de uma universidade privada carioca, o pesquisador José Abrantes, concluiu que as mulheres são mais inteligentes do que os homens. Na média, as notas delas foram 3% superiores às deles. Na análise, por disciplina, de 12 tipos de inteligência, elas mostraram melhores resultados em nove e eles em três. Os homens são mais hábeis usando as inteligências matemática-lógica, visoespacial e cinestésico-corporal. Já as mulheres na pictórica, ultrapessoal, interpessoal, naturalista, existencial, musical, social, linguística e emocional. Segundo Abrantes, os homens demonstraram maior compreensão matemática, mais capacidade para entender mapas e se localizar no espaço, além de se saírem melhor na inteligência corporal e nas atividades que necessitam de força. Já as mulheres apresentaram mais facilidade de se expressar pela escrita e pela fala, maior entendimento de questões filosóficas, habilidade para desenhar, para a música e para usar os conhecimentos no meio ambiente. Elas ainda levaram vantagem na inteligência emocional, no autoconhecimento, na capacidade de se relacionar com os outros e de equilibrar competição e qualidade de vida. Abrantes, que conduziu o levantamento no Centro Universitário Augusto Motta (Unisuam), de Bonsucesso, subúrbio do Rio, também dá aulas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e se baseou principalmente na Teoria das Inteligências Múltiplas, do neurologista americano Howard Gardner. Ele questiona a tradicional visão da inteligência que enfatiza apenas as habilidades linguística e lógico-matemática. E define inteligência como a habilidade para resolver problemas. Para o neurologista americano, a inteligência também pode ser linguística, musical, lógico-matemática, espacial, cinestésica, interpessoal e intrapessoal.

As informações são do Jornal da Tarde.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

'A arte de ler'

Entrevista com Michèle Petit, autora de 'A arte de ler'

Enviada por Guilherme Freitas 20.02.10

Numa das muitas histórias sobre grupos de leitura em regiões em conflito reunidas em "A arte de ler" (editora 34, tradução de Arthur Bueno e Camila Boldrini, R$ 42), a antropóloga francesa Michèle Petit conta o caso dos bibliotecários da Comuna 13, um conjunto de bairros pobres na periferia de Medellín. No fogo cruzado entre guerrilheiros das FARC e paramilitares colombianos, a biblioteca se transformou em ponto de encontro (e, muitas vezes, em abrigo) para jovens da vizinhança, que encontravam nas atividades promovidas pelos funcionários e nos livros disponíveis nas estantes um refúgio momentâneo para a brutalidade da rotina.

A história pode sugerir uma visão um tanto romântica da cultura como antídoto para a barbárie (impressão reforçada pelo subtítulo do livro, "Como resistir à adversidade"), mas Michèle Petit argumenta, em entrevista ao GLOBO, que o trabalho de pessoas como os bibliotecários de Medellín nada tem de ingênuo: "eles sabem que a literatura não vai reparar as violências ou as desigualdades do mundo, mas observam que ela oferece um apoio notável para colocar o pensamento em ação, para provocar o autoquestionamento, suscitar um desejo, uma busca por outra coisa", diz.

"A arte de ler" relata experiências desenvolvidas por mediadores de leitura em "espaços em crise" — locais afetados por confrontos armados, catástrofes naturais, pobreza e migrações forçadas — em diversas regiões, mas sobretudo na América Latina (inclusive no Brasil). Nestas situações, sugere a autora, mais importante que a interpretação do texto é o encontro ao redor do livro: a leitura funciona como um catalisador para discussões em grupo sobre questões (pessoais ou coletivas) despertadas pelas obras.

Autora de "Os jovens e a leitura" (publicado também pela editora 34), no qual reflete sobre os desafios da tão debatida "formação de leitores", Michèle critica nesta entrevista a forma como o tema costuma ser abordado ("Certos discursos de glorificação da leitura dão vontade de jogar videogame!", brinca) e defende que as situações extremas relatadas em "A arte de ler" podem inspirar novas abordagens para a difusão da leitura.

"A arte de ler" fala de experiências de leitura em locais que a senhora chama de “espaços em crise”, sobretudo na América Latina. Por que escolheu esses lugares e que tipo de atividade encontrou neles?

MICHÈLE PETIT: Há muito tempo observa-se que a leitura ajuda a resistir às adversidades, mesmo nos contextos mais terríveis. Mas a maior parte daqueles que deram testemunho disso estavam imersos desde a infância na cultura escrita. As experiências que me interessaram na América Latina reúnem crianças, adolescentes ou adultos com pouca escolaridade, vindos de famílias pobres, que cresceram longe dos livros. Por exemplo: na Colômbia, jovens saídos da guerrilha ou de grupos paramilitares, toxicômanos, soldados feridos, populações desalojadas; na Argentina, mães de crianças pequenas em situação de extrema pobreza, jovens que sofreram abusos ou vítimas de catástrofes naturais. Essas experiências literárias compartilhadas se desenrolam em espaços de liberdade, sem registros escritos nem controle de presença, sem preocupação com rendimento escolar imediato nem resultados em termos quantitativos. O dispositivo é aparentemente muito simples: um mediador propõe suportes escritos a pessoas que não estão acostumadas a eles, lê alguns em voz alta, e então um relato ou um debate surgem entre os participantes. Os textos lidos despertam seus pensamentos e palavras. Não porque esses textos evoquem situações próximas das que eles viveram. Aqueles que têm um efeito "reparador" são em geral até muito surpreendentes. Através de um conto ou poema qualquer escrito do outro lado do mundo, eles leem páginas dolorosas de sua vida de forma indireta, falam de sua própria história de outra maneira, e conseguem compartilhá-la.

Quais são as principais diferenças entre a leitura individual e a experiência coletiva que é a leitura mediada?

MICHÈLE: Há séculos a leitura é associada à imagem de um leitor — e mais ainda, talvez, de uma leitora — solitário e silencioso, numa intimidade autossuficiente. Isso pode contribuir para afastar da leitura pessoas que vivem em meios onde se dá preferência a atividades coletivas e onde o ato de se colocar à parte do grupo é visto como rude. As experiências de leitura compartilhada, ao contrário, podem facilitar a apropriação dos textos, desde que eles não sejam percebidos como algo imposto. O interessante nos casos que estudei é que eles se desenrolam num quadro coletivo, mas onde cada pessoa é objeto de atenção singular. Cada um é ouvido com atenção, disponibilidade e confiança em sua capacidade e criatividade. Os ritmos ou as culturas próprias a uns e a outros são respeitados, suas palavras recebidas e valorizadas. Esses jovens são frequentemente solicitados, e formados, para tornarem-se também mediadores de leitura para outros, como faz, por exemplo, o grupo A Cor da Letra, no Brasil. É uma forma coletiva, mas que dá lugar a vozes plurais, a uma escuta mútua, a singularidades. A leitura solitária não se opõe a esses pequenos grupos livremente constituídos onde o tempo de leitura e discussão é repartido e onde cada um se retira em seguida para sua casa, levando consigo fragmentos de páginas lidas e palavras compartilhadas. Tanto uma quanto a outra desenham espaços de liberdade e, às vezes, de resistência.

Segundo o livro, os mediadores veem seu trabalho como uma atividade "cultural, educativa e, em certos casos, política". Qual seria a dimensão política da difusão da leitura?

MICHÈLE: Aqueles cujo trabalho acompanhei acreditam trabalhar por algo muito maior, que é de ordem cultural, poética, educativa e, em alguns aspectos, política. Eles não são ingênuos, sabem que a literatura não vai reparar as violências ou as desigualdades do $, mas observam que ela oferece um apoio notável para colocar o pensamento em ação, para provocar o autoquestionamento, suscitar um desejo, uma busca por outra coisa. E numa época em que os partidos políticos não conseguem fazer isso, a leitura compartilhada aparece como um meio de mobilizar as pessoas, de driblar a repressão à palavra e produzir experiências estéticas transformadoras (além de favorecer a aproximação da cultura escrita). Estes professores, bibliotecários, escritores, psicólogos, ou simples cidadãos, se engajam numa ampla partilha do texto, mas também na construção de uma sociedade mais democrática e solidária.

Alguns argumentos a favor da leitura de obras literárias fazem com que ela pareça mais uma obrigação ou uma necessidade do que um prazer. Como fazer esse trabalho de difusão e, ao mesmo tempo, preservar a dimensão lúdica da leitura?

MICHÈLE: Certos discursos de glorificação da leitura dão vontade de jogar videogame! E os discursos jamais fizeram alguém ler, tampouco as campanhas de massificação para "criar" ou "formar" leitores. Seja pai ou professor, quem diz que uma criança tem que ler (ou pior: que tem que gostar de ler!) faz da leitura um fardo ao qual ela precisa se submeter para satisfazer os adultos. O impasse está garantido se quem diz que "ler é um prazer" não tem nenhum gosto pela leitura: a criança vai sentir que a pessoa não está sendo sincera. O belo discurso transmite o contrário do que pretendia. Afinal, no fim das contas, por que alguém se torna leitor? Na maior parte do tempo, porque viu a mãe ou o pai mergulhado nos livros quando era pequeno e se perguntou que segredos eles podiam desvendar ali. Ou porque eles leram histórias em voz alta, dando à criança liberdade de ir e vir, sem conferir constantemente se ela tinha entendido bem. Ou ainda porque as obras que havia em casa eram assunto de conversas intrigantes ou divertidas. Em certas famílias, as chances de ter essas experiências vêm de nascença ou quase. Em outras, os livros evocam para os pais nada além de lembranças de humilhação e tédio. Junte-se a isso as dificuldades econômicas e a distância dos locais onde se pode encontrar suportes escritos. Nessas famílias, se as crianças ou adultos acabam lendo, e até vivendo a leitura com alegria, é graças a um encontro, ao acompanhamento caloroso de um mediador (professor, bibliotecário, amigo, assistente social...) que tem gosto por livros e sabe tornar esses objetos desejáveis, o que é uma arte. Essa arte passa por um trabalho sobre si mesmo, sobre sua própria relação com os livros, para que a criança e o adolescente não digam: "Mas o que ele quer, esse aí, por que ele quer me fazer ler?" É esta arte que está no coração das experiências que estudei e no coração do meu livro. Ela tem que ser apoiada, encorajada, e as iniciativas desses mediadores devem ser difundidas e multiplicadas, por uma vontade política, para que seja dada a todos, onde quer que vivam, uma chance de encontrar ecos de sua experiência humana, de descobrir outros mundos e de se apropriar realmente dos textos — o que é completamente diferente de aprender a ler.



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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Uma grande Mulher , uma grande mãe.



Cresci ouvindo minha mãe contar sua trajetória do campo à cidade em busca do saber, de aprender e do fazer. Lembro-me com detalhes de todas aquelas conversas que me serviram e me servem de inspiração até hoje. Da longa caminhada a pé , das muitas pedras encontradas pelo caminho.de tudo, guardo com muito cuidado e com muito apreço, a lição de coragem e luta de uma mulher que apesar de todas as adversidades, nunca desistiu de seus sonhos. Conquistou cada milímetro de espaço com o suor do seu trabalho e soube repartir suas conquistas com generosidade, sabedoria e muito amor.
Por tudo isso, é que hoje quero dedicar todo meu amor, reconhecimento e admiração a essa grande mulher, Francisca Fernandes de Lira, a quem eu tenho a honra de te-lá como mãe.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Morreu Rui Pereira


- Publicado por Robson Pires - Em Notas - 11 fev 2010 - 21:40 -

Vítima de acidente automobilístico faleceu há poucos instantes nas proximidades de cidade de Goiana, Estado de Pernambuco, o ex-prefeito de Serra Negra do Norte, Rui Pereira dos Santos.

Ele era o atual secretário de educação do Rio Grande do Norte.

Rui tinha 63 anos de idade. Saiu as 17 horas com destino a Recife. Ia ele e o motorista. Um quilometro depois de Goiana houve uma derrapagem. O seu veículo chocou-se violentamente com um caminhão. Foi grave. Ele sofreu afundamento de crânio e de torax. o Motorista saiu ileso do acidente.

Rui nasceu no dia 28 de abril de 1949. Residiu na Casa do Estudante de Caicó onde foi um dos diretores. A notícia de sua morte comoveu todo o Seridó e Rio Grande do Norte.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

AS VÁRIAS FORMAS DE SE DAR UMA NOTÍCIA!


Se história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdade, como ela seria contada na imprensa no Brasil? Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.


Jornal Nacional

(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'

(Fátima Bernardes): '...mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia.'


Programa da Hebe

'...que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'


Cidade Alerta

(Datena): '...onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!


Superpop

(Luciana Gimenez): 'Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!'


Globo Repórter

(Chamada do programa): 'Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter.'


Discovery Channel

Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.


Revista Veja

Lula sabia das intenções do Lobo.


Revista Cláudia

Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.


Revista Nova

Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!


Revista Isto É

Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.


Revista Playboy

(Ensaio fotográfico do mês seguinte): ' Veja o que só o lobo viu'.


Revista Vip

As 100 mais sexies - desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!


Revista G Magazine

(Ensaio com o lenhador) 'O lenhador mostra o machado'.


Revista Caras

(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.'


Revista Superinteressante

Lobo Mau: mito ou verdade?


Revista Tititi

Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.


Folha de São Paulo

Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.


O Estado de São Paulo

Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.


O Globo

Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.


O Dia

Lenhador desempregado tem dia de herói


Extra

Promoção do mês: junte 20 selos mais 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho!


Meia hora

Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!


O Povo

Sangue e tragédia na casa da vovó.


A Gazeta e TV Gazeta (ES)

Menina usando um chapeuzinho vermelho é atacada por um lobo e não consegue atendimento em nenhum hospital do Estado. Governador não se manifesta.

*Autor desconhecido

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Natal tremeu nas bases, literalmente...


Estava eu , no 9º andar no centro da cidade quando senti estranhamente, um certo tremor . Perguntei assustada: O que é isso? como resposta, vi colegas de trabalho ligando para casa, outras, desciam rapidamente as escadas sem esperar o elevador e foi aquele corre, corre... Eu também fiquei assustada,afinal ,nunca havia sentido a terra tremer em baixo dos meu pés. Lá em nós, como diria um amigo de lá, quando a terra treme é para sair de perto, pois lá vem bala! ou pode ser um daqueles grandes comícios em que a grande maioria do povo vai as ruas.
Agora, com os pés bem firmes no chão, posso afirmar que foi emocionante, o tremor de terras. Que não volte a se repetir, é claro , mas que fique registrado em meu arquivo pessoal, como "o dia em que a terra tremeu".

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Naquela Praça!


É no mínimo, estranho, chegar em Janduís e não mais ver a Praça de Santa Teresinha.Dá um vazio, uma certa tristeza, algo inexplicável. É como se estivesse faltando alguma coisa,faltando cor, brilho, luz,alegrias, sorrisos, pessoas indo e vindo.Faltando vidas, enfim...
A Praça que foi palco de amores, de poesias, de encontros e desencontros , hoje é apenas um amontoado de areia com pedras e os restos das lembranças que ficaram.
Era outubro de 2009 quando o prefeito anunciava a ordem de serviço da praça. A demolição foi rápida, os entulhos continuam por lá, contradizendo a idéia de praça: é qualquer espaço público urbano livre de edificações e que propicie convivência e/ou recreação para seus usuários. Em geral, este tipo de espaço está associado à idéia de haver prioridade ao pedestre e não acessibilidade de veículos.
Estamos em janeiro de 2010. Ano novo, praça nova! é o que muitos esperam ansiosos, mesmo não tendo sido consultados sobre a demolição da praça de Santa Teresinha, prática bastante comum nos governos democráticos. Tal como fênix, desejamos que a praça ressurja das próprias cinzas trazendo de volta, um pouco da história do povo de Janduís.