terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Em que consiste a criação?


“Nada é original. Roube de qualquer lugar que faça ressoar a sua inspiração ou que alimente sua imaginação. Devore filmes velhos ou novos, música, livros, pinturas, fotografias, poemas, sonhos, conversas aleatórias, obras de arquitetura, pontes, sinais das ruas, árvores, nuvens, corpos de água, luz e sombras. Escolha para roubar apenas as coisas que lhe falem diretamente à alma. Se você faz dessa forma, seu trabalho (e seus roubos) serão autênticos. A autenticidade é inestimável; a originalidade é inexistente. E não se incomode em ocultar seus furtos – celebre-os se tiver vontade. Em todo caso, lembre sempre o que disse Jean-Luc Godard: ‘Não se trata de onde você pega as coisas, mas para onde as leva’.”
Posted on  by Boca do Mangue

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O POVO É QUEM DETERMINARÁ.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ímpeto


Mentes confusas
Corpos ardentes
Sentimentos que pulsam

Dualidade
Pouca ação
Queima no ímpeto
No coração

Vazio do nada
Flor que se apaga
Carente ilusão.

                                    

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Participar é preciso!


Na vida, somos sempre convidados a participar de alguma ação.Muitas vezes não damos a devida relevância a esse aspecto , ao ato de participar, opinar, intervir. A Participação é um dos princípios da democracia.Não existe neutralidade nas ações, mesmo quando por algum motivo, nos eximimos de um ato, de uma ação, estamos afirmando um possicionamento,em alguns casos, contrário ao que desejamos. A porticipação, é pois, um ato de liberdade, sem ela, não é possível transformar em realidade, princípios como : igualdade, liberdade, diversidade e solidariedade.Falamos aqui de participação em todos os níveis, sem exclusão prévia de nenhum grupo social, sem limitações que restrinjam o direito e o dever de cada pessoa tomar parte e se responsabilizar pelo que acontece no planeta. Em resumo, cada um de nós é responsável pelo que acontece nas questões locais, nacionais e internacionais. Somos cidadãos do mundo e, portanto, co-responsáveis por tudo o que ocorre. A única forma de transformar este direito em realidade é através da participação.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O adeus necessário

Relembro que assisti um filme e fiquei encantada com a cena que a protagonista lançava uma valiosíssima jóia ao mar. Aquilo sim era um adeus necessário; um adeus para ficar em paz. Saí do cinema pensando se precisava e do que precisava me desapegar. Aquela idéia de desapego como fechamento de um ciclo ou rompimento com o que nos incomoda me impreguinou de forma tão forte que comecei a praticar o desapego.  
Comecei observando minha casa, como guardava livros, revistas e papéis. Procurei identificar a real necessidade de guardar aquilo tudo. No geral, fui identificando o que tinha e era inútil, portanto não precisava ter. O que não tinha e era útil, portanto era preciso decidir se queria ter. Ter ou não ter passou a ser a questão. Tinha livros demais. Revistas guardadas para um dia ler novamente. Papéis guardados por puro vicio e muita energia parada. Então fui iniciando o processo desapego. Fácil? Não!.
Fiz do desapego uma política de substituição das coisas que não estavam tendo utilidade por coisas úteis. Era hora de dar mais uma observada pela casa. A busca ao tesouro perdido Buscas, buscas... Parecia não ter mais nada. De repente! É isso! O tesouro perdido: ouro. Mais uma vez: Ação! Pesei tudo e vendi. Bom, vendi e paguei parte da reforma do apartamento. Com isso, aprendi que ter é diferente de só guardar.
Nessas experiências fui me permitindo, discretamente, bisbilhotar um pouco como as pessoas reagem ao assunto desapego. Uma senhora de 83 anos me falou: “...no meu tempo tudo era marcado. Lembro inclusive de uns panos de prato que tenho até hoje guardado. São lindos com as nossas iniciais bordadas. Ah! Ta tudo naquelas caixas”. Como se não acreditasse perguntei “A senhora tem os panos de pratos de seu enxoval? Mas isso faz mais de cinqüenta anos! E a senhora não usou?” Ela respondeu: Não! Eles eram tão bonitos que eu ia usando outros e .... Eu até já pensei em doar mas, depois desisti.” Das informações captadas naquele momento percebi que aquela senhora estava ali na minha frente, confirmando que só precisamos ter o que realmente precisamos ter. O que é preciso é sim, ter o prazer de ter coisas úteis. 
E isso é uma escolha o que nos exige, inclusive, aprender dizer adeus.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Investimento em educação ainda é considerado baixo

 Publicação: 06 de Novembro de 2011 -Tribuna do Norte


Professores desvalorizados, escolas sucateadas e baixo investimento em estrutura e em pessoal. Os problemas da educação pública não são poucos, nem novos. Para a professora e associada do Instituto de Desenvolvimento da Educação (IDE), Sírlia Fernandes de Lira, esses são alguns fatores que precisam ser revistos com urgência pelos gestores públicos. Para a professora, a disparidade entre os valores gastos com alunos e detentos pode explicar, inclusive, porque há tantos presos nas cadeias do Estado.

Emanuel AmaralSírlia Fernandes acredita que se o volume de recursos destinado às escolas fosse maior, o número de detentos poderia diminuir 
Sírlia Fernandes acredita que se o volume de recursos destinado às escolas fosse maior, o número de detentos poderia diminuir
"A falta de educação gera uma série de problemas e, entre eles, a violência. Quando se tem mais educação, onde os jovens têm a oportunidade de frequentar uma boa escola, os índices de criminalidade diminuem. Essa matemática do preso custar mais caro que o aluno está equivocada. Era para ser ao contrário", alega. Ela acredita que se o investimento em educação fosse maior, a tendência era que o número de presos diminuísse.

O vice-presidente da OAB/RN, Aldo Medeiros Filho concorda com a professora. "É preciso maior investimento na base da formação do cidadão, lá na educação básica, para que não se tenha esse contrassenso de investimentos que estamos vendo agora", afirma.

A professora acredita que sem maiores investimentos, bem como a boa gestão dos recursos, o cenário de desigualdade permanecerá por muito tempo. Sírlia, assim como outros professores, defende a aplicação de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do país na educação.  "Há uma expectativa de que, até 2014, esse investimento seja de 7,5%. Não queremos somente isso. Nossa luta pelos 10% está mais do que concretizada e é fato de faz-se necessária".

Além da aplicação de uma maior quantidade de recursos, a educadora acredita que a sociedade precisa ser mais atuante, cobrando resultados da própria escola. Essa cobrança, segundo Sírlia, não existe, e cita como exemplo as aulas de reposição após a greve deste ano. "Tivemos uma greve de muitos dias. Quando as aulas estavam paralisadas, viam-se pais reclamando, cobrando a presença do professor dentro da sala de aula. Agora, depois que as aulas retornaram, os pais sumiram. Não procuram a escola para saber se têm aulas de reposição nem querem saber como está o rendimento de seus filhos", pondera.

domingo, 7 de agosto de 2011

Voto Livre


Recebi de um amigo, gostei muito e  compartilho com vocês  o texto : Voto Livre. 

Os sonhos de cada um são tirados na pior da covardia, promessas que não se vêem e nem mesmo se concretizam, palavras mais bonitas para a alimentação falsa das ilusas que ainda se esperam na fé de que seja alcançado pelo menos um pouco do que se acredita. Juramentos que se fizeram sem nenhum compromisso em busca de adquirir conforto pessoal, na individualidade unigênita do próprio ser que não conseguiu ver as bruscas medidas que se tomaram para chegarem ao topo, sem medir consequências das suas atitudes vão sempre em frente. Esses são os ditos da sociedade que deveriam pelejar para melhoria da habitação, saneamento básico e etc.      
Dúvidas ao decidir? Pensamento e análise cautelosa se fazem necessários para uma escolha difícil entre a razão e a precisão momentânea que só é sancionado naquele instante, raciocínio sobre tudo que já se foi assistido aos longos anos desse processo eleitoral e democrático que parece ser o mais lindo e honesto aos olhos dos que não querem ver, tornando assim a escolha bem mais difícil, porém nunca impossível, pois ainda existe aquele que está em busca da melhoria da população. Pesquise e analise o histórico político de cada um, exercendo o seu DIREITO de CIDADANIA. VOTE!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O tal dano da greve.


Tem danos que vem com a ausência. Tem outros que chegam mesmo na presença. Lembro de ter ouvido uma história em Santa Cruz, sobre uma aluna recém concluinte do ensino médio que chorou diante de uma prova de vestibular da UFRN.

Quando ela abriu a prova de Física entrou em pânico. Nada daquele vasto universo de conceitos exóticos e intrincadas ideias, transmutáveis em fórmulas matemáticas, fazia sentido para ela. A garota havia passado todo o ensino médio regularmente matriculada na rede pública de ensino do estado do Rio Grande do Norte e havia estudado apenas um assunto da disciplina de Física.

Um único, inexpugnável, irredutível, tema. Uma única e absoluta problemática. Uma só grande questão desde que Galileu, Copernico, Newton e Heisenberg pisaram sobre a terra. Um mesmo tópico, alçado a tal categoria de abrangência, que parecia resumir tudo o que os físicos construíram em quase três mil anos de ciência ocidental. A garota havia passado o ensino médio estudando Movimento Retilíneo Uniforme e Movimento Uniformemente Variado, nada mais, nada menos.

Um ex-aluno, também recém formado no ensino médio, fazia as vezes de professor, ocupando um espaço vago na sala de aula, tentando, com seu esforço pessoal, suprir as carências daquela turma. Como o rapaz, sem perspectiva de uma graduação na área de Física, só dominava esse tema, só tinha condições de ensinar esse único tópico.

A despeito de ter ou não acontecido desta forma, essa surrealista história nos alerta para um dado muito evidente: o dano pedagógico não se cristaliza apenas quando a escola está fechada, com seus servidores mobilizados por uma greve.

O dano pedagógico também se processa quando as portas da escola estão abertas e se manifesta costumeiramente em uma carência, em uma ausência, em uma desconcertante ilusão: a ideia de que o fato de o aluno estar em sala de aula é razão necessária e suficiente para que a qualidade do ensino se manifeste.

Esse delírio ontológico nos faz pensar que só o fato do aluno estar diante de um professor já exime o Estado de suas responsabilidades em empreender políticas reais, efetivas de valorização da educação.

Faz tempo que o Estado potiguar se auto alforriou da obrigação de implementar uma política educacional de qualidade. Faz tempo que não há interesse, por parte do poder público em pôr em uma mesma sala de aula o filho do juiz e o filho da empregada doméstica. Faz muito tempo, que setores mais influentes da sociedade brasileira, se acostumaram a pensar que o espaço da escola pública é um espaço de uma educação pobre para o povo pobre.

Esse é um modo perverso de manter aquela velha ordem aristocrática de poder social, na qual filhos de famílias bem dotadas economicamente tem a concorrência por posições sociais diminuída em função do desnível, do descompasso, entre a educação que lhes é oferecida e a educação que se oferece para os filhos dos empregados de seus pais.

Não é a greve, amigo velho, que produz o verdadeiro dano ao aluno da escola pública potiguar. Não são os professores, cansados de serem tratados como cidadãos de segunda classe, lançados pela lógica da exclusão na base da cadeia alimentar das profissões, que criam o dano real aos alunos desse estado. É essa sede, amigo velho, essa carência de cuidado, que nasce da omissão de uma sociedade que parece não estar muito a fim de levar a sério a educação de seus filhos. Uma sociedade que elege a muitas décadas governos produtores de greves, sucateadores de sonhos, moedores das esperanças de gerações e gerações de alunos potiguares.

Por PABLO CAPISTRANO

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ao Companheiro José


José,
Gostaria de estar ao seu lado nesse momento, mas os compromissos diários me mentem fisicamente  distante.

Fico tranquila apenas por saber que você não está só nessa luta, sei que assim como eu muita gente acredita  no seu trabalho, na sua coragem e sobretudo no seu caráter e responsabilidade de conduzir com clareza, credibilidade e transparência a tarefa a qual foi submetido. Você é um homem público, tem serviço prestado junto ao seu povo e nunca  teve o nome atrelado a corrupção, improbidade administrativa , enriquecimento ilícito ou algo do gênero.

Você soube plantar cultura onde só germinava pobreza, miséria  e desesperança. Soube governar com e para o povo que o elegeu. Em meio a tanta diversidade teve o seu trabalho e da sua equipe reconhecido   nacionalmente nas páginas da revista Veja e na tela da TV globo. Isso é fato! Palavras ao léu  não apagam da memória e nem da história  os fatos dos que viveram esse momento.

Por fim, quero dizer do orgulho  de tê-lo ao meu lado, estamos sentindo muito a sua falta, mas temos a clareza da importância do trabalho que você está fazendo junto ao seu povo.

Quanto ao " poder", meu caro, só conheço  dois, o poder de Deus que independe da vontade de nós , pobres mortais, e  no campo democrático, o poder que emana do povo e portanto , não tem dono.

Gosto muito do Chico Buarque  e  aproveito para dedicar-te trecho da música "Apesar de você" .

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar

Com admiração,
Sírlia

domingo, 1 de maio de 2011

Mosaico

 Separados, não passam de insignificantes pedaços. podem ser cortantes, podem ter contornos irregulares, podem até brilhar,mas serão sempre insignificantes. Quando juntos, cada um com sua cor marcante, com sua  particularidade, com seu brilho crescente se transformam em algo maior, mais significativo, retratando a imensidão de quem o criou. Assim somos nós, cercados de sentimentos irregulares, cortantes ,brilhantes. Formamos um enorme mosaico de sentimentos. Muitas vezes, espalhamos nossos pedaços por tudo que canto, buscando encontrar outros pedaços em que exista harmonia na cor, nos contornos e nos brilhos. Por vezes encontramos pedaços diversos, mas com brilhos diferentes e contornos que não se encaixam. Em outros momento, julgamos ter as peças  bem definidas, bem delineadas , em perfeita harmonia, até que uma delas saia paulatinamente do lugar  e cause o desequilíbrio necessário para uma nova , dolorosa e demorada  junção.